Cirurgia Guiada de Implantes: O que é, Como Funciona e Benefícios

O que é a Cirurgia Guiada

A cirurgia guiada é uma técnica de implantodontia minimamente invasiva que utiliza tecnologia digital para o posicionamento de implantes dentários. Diferente do método convencional, este procedimento não exige grandes incisões (cortes) ou o descolamento da fibromucosa (gengiva), eliminando a necessidade de suturas na maioria dos casos.

Como funciona o planejamento virtual

O procedimento baseia-se na Odontologia Digital, integrando três pilares tecnológicos: tomografia computadorizada, escaneamento intraoral e impressão 3D.

O fluxo de trabalho ocorre nas seguintes etapas:

  1. Coleta de Imagens: Realiza-se uma tomografia computadorizada (para visualizar o osso) e um escaneamento intraoral (para visualizar dentes e gengiva).

  2. Planejamento em Software: As imagens são unificadas em um software específico. O cirurgião posiciona o implante virtualmente, definindo inclinação, profundidade e largura com precisão milimétrica, desviando de nervos e estruturas nobres.

  3. Confecção do Guia: Com base no planejamento, uma impressora 3D produz um guia cirúrgico. Esta peça de acrílico encaixa-se na boca do paciente e possui anilhas que orientam a broca exatamente para o local planejado.

Vantagens da Cirurgia Guiada

A utilização do guia cirúrgico oferece benefícios clínicos objetivos em comparação à cirurgia aberta tradicional:

  • Menor trauma cirúrgico: Por ser uma técnica “flapless” (sem retalhos), preserva-se a vascularização e o periósteo.

  • Pós-operatório otimizado: Redução significativa de edema (inchaço), dor e sangramento.

  • Rapidez: O tempo de cadeira é reduzido, pois não há etapas de incisão e sutura complexas.

  • Previsibilidade: O erro humano é minimizado, garantindo que o implante fique na posição ideal para a futura prótese.

  • Menor uso de medicamentos: Devido ao menor trauma, a necessidade de analgésicos e anti-inflamatórios no pós-operatório é reduzida.

Indicações e Restrições

A técnica é indicada para a maioria dos casos de reabilitação unitária, parcial ou total (protocolo). No entanto, é necessária avaliação prévia da quantidade óssea e da abertura de boca do paciente, pois o conjunto de brocas e guia exige um espaço intermaxilar mínimo para ser inserido.